PORTUGUÊS 2

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

Orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais

IDEIA-CHAVE DA AULA

Na subordinação, uma oração depende sintaticamente de outra. Para classificar a oração subordinada, pergunte: O que ela faz na frase? A que termo ela se liga? Que relação de sentido estabelece?

1. OBJETIVOS DA AULA
Ao final do estudo, o aluno deverá ser capaz de:
reconhecer a estrutura de um período composto por subordinação;
distinguir oração principal e oração subordinada;
identificar as seis orações subordinadas substantivas e explicar a função de cada uma;
distinguir oração subordinada adjetiva restritiva de explicativa, especialmente pelo efeito de sentido das vírgulas;
reconhecer as nove classificações tradicionais das orações subordinadas adverbiais;
usar perguntas e substituições como estratégias de identificação sem depender apenas da conjunção;
analisar períodos curtos de textos bíblicos, observando a estrutura e o efeito de sentido.
2. VISÃO GERAL: COMO ENXERGAR A SUBORDINAÇÃO
Antes de decorar nomes, é mais importante compreender a lógica. Um período composto possui duas ou mais orações. Cada oração se organiza, em regra, em torno de um núcleo verbal, que pode ser um verbo simples ou uma locução verbal. Por isso, não basta contar formas verbais: é preciso distinguir verbo simples de locução verbal e identificar os limites das orações.

SUBSTANTIVA

ADJETIVA

ADVERBIAL

Substitua por “isso”, “disso” ou “nisso”

Procure um antecedente nominal

Pergunte pela circunstância ou relação de sentido

Exerce função de sujeito, objeto, predicativo, complemento nominal ou aposto

Caracteriza, explica ou restringe um nome

Indica causa, condição, tempo, finalidade, concessão etc.

Mapa geral da subordinação

REGRA DE OURO

Não classifique uma oração apenas pela palavra que a introduz. A mesma palavra pode desempenhar funções diferentes. Observe a relação que a oração estabelece dentro do período.

3. O QUE É SUBORDINAÇÃO?
Subordinação é a relação em que uma oração desempenha, dentro do período, uma função sintática ou uma relação circunstancial que depende de outra oração. A oração que serve de referência é tradicionalmente chamada de oração principal (OP).
A oração subordinada não deve ser entendida simplesmente como uma oração “incompleta”. Ela pode ter sentido compreensível isoladamente, mas, na estrutura do período, exerce uma função em relação à oração principal ou a um termo dela.

1 — SUBSTANTIVA

O professor afirmou que a verdade prevalecerá.

Oração principal: “O professor afirmou”.
Oração subordinada: “que a verdade prevalecerá”.
Pergunta: afirmou o quê? → “isso”.
Logo, a subordinada funciona como objeto direto: oração subordinada substantiva objetiva direta.

2 — ADJETIVA

Os alunos que estudaram foram aprovados.

“que estudaram” caracteriza o antecedente “alunos”. Não funciona como objeto do verbo “foram aprovados”. É uma oração subordinada adjetiva restritiva.

3 — ADVERBIAL

Todos silenciaram quando o professor entrou.

“quando o professor entrou” indica o momento em que ocorreu o silêncio. É uma oração subordinada adverbial temporal.

4. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
As subordinadas substantivas exercem funções que poderiam ser desempenhadas por um substantivo, por um pronome substantivo ou por uma expressão nominal. Em geral, são introduzidas por conjunções integrantes, principalmente “que” e “se”.

COMO IDENTIFICAR

Tente substituir a oração inteira por “isso”. Se a estrutura exigir preposição, use a forma correspondente: “disso”, “nisso”, “a isso” etc. Depois descubra qual função sintática esse termo exerce.

4.1 Substantiva subjetiva
A oração subordinada exerce a função de sujeito da oração principal. É comum aparecer depois de expressões como “é necessário”, “é importante”, “convém”, “parece”, “foi decidido” etc.

Aplicação

É necessário que todos compreendam a mensagem.

“que todos compreendam a mensagem” = sujeito de “é necessário”.
Teste: “Isso é necessário.”
Classificação: oração subordinada substantiva subjetiva.

4.2 Substantiva objetiva direta
Exerce a função de objeto direto de um verbo transitivo direto da oração principal. Não é introduzida por preposição exigida pelo verbo.

Aplicação

O mestre afirmou que a verdade prevalecerá.

Afirmou o quê? → “que a verdade prevalecerá”.
Teste: “O mestre afirmou isso.”
Classificação: subordinada substantiva objetiva direta.

EXEMPLO ASSOCIADO A JOÃO 11:27

Marta declarou que Jesus é o Cristo.

“que Jesus é o Cristo” completa diretamente o verbo “declarou”.
Declarou o quê? → isso.
Classificação: subordinada substantiva objetiva direta.

4.3 Substantiva objetiva indireta
Exerce a função de objeto indireto. O verbo da oração principal exige uma preposição.

Aplicação

O líder insistiu em que todos permanecessem atentos.

O verbo “insistir” rege a preposição “em”: insistiu em quê? → nisso.
Classificação: subordinada substantiva objetiva indireta.

4.4 Substantiva completiva nominal
Completa o sentido de um nome — geralmente substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio — que aparece na oração principal e exige ou admite complemento.

Aplicação

Tenho a convicção de que superaremos os desafios.

“de que superaremos os desafios” completa o sentido do substantivo abstrato “convicção”.
Teste: “Tenho a convicção disso.”
Classificação: subordinada substantiva completiva nominal.

ATENÇÃO: OBJETO INDIRETO × COMPLEMENTO NOMINAL

Pergunte: a oração completa um VERBO? → objetiva indireta. A oração completa um NOME? → completiva nominal.

4.5 Substantiva predicativa
Exerce a função de predicativo do sujeito. É frequente depois de verbo de ligação, especialmente “ser”.

Aplicação

A nossa esperança é que a justiça seja feita.

Sujeito: “A nossa esperança”.
Verbo de ligação: “é”.
Predicativo: “que a justiça seja feita”.
Teste: “A nossa esperança é isso.”
Classificação: subordinada substantiva predicativa.

4.6 Substantiva apositiva
Exerce a função de aposto, explicando, especificando ou desenvolvendo um termo anterior. É comum aparecer depois de dois-pontos, travessão ou vírgula.

Aplicação

Desejo apenas uma coisa: que mantenham a lealdade.

“que mantenham a lealdade” explica/especifica o termo “uma coisa”.
Classificação: subordinada substantiva apositiva.

TIPO

PERGUNTA-CHAVE

FUNÇÃO

Subjetiva

O que é necessário/importante?

Sujeito

Objetiva direta

O verbo pede o quê?

Objeto direto

Objetiva indireta

O verbo pede o quê, com preposição?

Objeto indireto

Completiva nominal

O nome precisa de quê?

Complemento nominal

Predicativa

O que o sujeito é?

Predicativo

Apositiva

O que explica/especifica o termo anterior?

Aposto

5. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
As orações subordinadas adjetivas caracterizam ou explicam um substantivo ou pronome antecedente. Por isso, exercem função semelhante à de um adjetivo: funcionam como adjunto adnominal do antecedente.
Normalmente são introduzidas por pronomes relativos, como “que”, “quem”, “o qual”, “a qual”, “os quais”, “as quais”, “cujo”, “onde”, entre outros. O pronome relativo retoma um termo anterior e estabelece uma relação entre esse antecedente e a oração.

O TESTE DO ADJETIVO

Se a oração caracteriza um nome anterior, tente substituí-la por um adjetivo ou expressão equivalente. Ex.: “os alunos que estudaram” → “os alunos estudiosos”. O teste não resolve todos os casos, mas ajuda a perceber a função adjetiva.

5.1 Restritiva
A oração adjetiva restritiva delimita o grupo representado pelo antecedente. Em regra, não é isolada por vírgulas.

Aplicação

Os alunos que estudaram foram aprovados.

“que estudaram” restringe o sentido de “alunos”.
Sentido: entre os alunos, foram aprovados aqueles que estudaram.
Classificação: oração subordinada adjetiva restritiva.

5.2 Explicativa
A oração adjetiva explicativa acrescenta uma informação sobre o antecedente sem restringir o grupo. Na escrita, aparece isolada por vírgulas.

Aplicação

Os alunos, que estudaram com seriedade, foram aprovados.

As vírgulas sinalizam uma informação explicativa sobre “os alunos”.
Leitura: o grupo já está determinado; a oração acrescenta uma informação sobre ele.
Classificação: oração subordinada adjetiva explicativa.

O IMPACTO SEMÂNTICO DA VÍRGULA

SEM VÍRGULA = RESTRITIVA

“Os irmãos que chegaram foram recebidos.”

SÓ ALGUNS

Pergunta: quais deles? — a oração delimita o grupo.

COM VÍRGULAS = EXPLICATIVA

“Os irmãos, que chegaram, foram recebidos.”

O GRUPO É TOMADO COMO UM TODO

Pergunta: o que se diz sobre todos? — a oração acrescenta uma informação.

A VÍRGULA MUDA O SENTIDO

Na oração subordinada adjetiva, a presença ou a ausência das vírgulas pode alterar o alcance da informação. A diferença não é apenas gráfica: ela pode mudar a interpretação da frase.

2. Restrição × explicação

“Os irmãos que chegaram foram recebidos.”
→ Entre os irmãos, foram recebidos aqueles que chegaram. A oração restringe o grupo.

“Os irmãos, que chegaram, foram recebidos.”
→ O grupo “os irmãos” já está identificado; “que chegaram” é apresentado como informação adicional sobre esse grupo.

3. A vírgula também pode alterar radicalmente a leitura

“Não, espere.”
→ O falante está dizendo para a pessoa esperar.

“Não espere.”
→ O falante está dando a ordem para não esperar.

“Vamos comer, irmãos.”
→ “irmãos” é vocativo: estamos falando com os irmãos.

“Vamos comer irmãos.”
→ Sem a vírgula, “irmãos” passa a ser lido como objeto direto. O sentido se torna completamente diferente.

4. Leitura cuidadosa de textos religiosos

“Os discípulos que permaneceram em Jerusalém receberam a orientação.”
→ A oração pode delimitar quais discípulos receberam a orientação.

“Os discípulos, que permaneceram em Jerusalém, receberam a orientação.”
→ Os discípulos já estão identificados; a oração acrescenta uma informação sobre eles.

“Os que perseverarem até o fim serão salvos.”
→ “que perseverarem até o fim” delimita o grupo referido por “os”.

Em uma leitura cuidadosa das Escrituras, essa distinção ajuda a perceber se uma oração está delimitando um grupo ou apenas acrescentando uma informação sobre um grupo já identificado. A sintaxe não resolve sozinha uma questão de interpretação, mas pode impedir que uma relação importante passe despercebida.

REGRA DE MEMÓRIA

SEM VÍRGULAS → tende a restringir: “quais deles?”
COM VÍRGULAS → tende a explicar: “o que se diz sobre eles?”

ESTRUTURA

EFEITO DE SENTIDO

Os alunos que estudaram foram aprovados.

A oração restringe: somente os que estudaram.

Os alunos, que estudaram, foram aprovados.

A oração explica/acrescenta informação sobre o grupo já identificado.

Os livros que estão na mesa serão guardados.

A oração delimita quais livros.

Os livros, que estão na mesa, serão guardados.

A oração informa onde estão os livros já identificados.

Os pastores que chegaram participaram.

A oração delimita quais pastores.

Os pastores, que chegaram, participaram.

A oração acrescenta informação sobre os pastores já identificados.

PERGUNTA

PISTA DE LEITURA

“Estou separando um grupo dentro de outro?”

Pense em oração subordinada adjetiva restritiva.

“O grupo já está identificado e só quero acrescentar uma informação?”

Pense em oração subordinada adjetiva explicativa.

“A vírgula está isolando um termo chamado diretamente?”

Pode ser vocativo: “Senhor, ajuda-nos.”

“A ausência da vírgula muda quem recebe ou pratica a ação?”

Reveja a estrutura sintática antes de interpretar.

5.3 Pronomes relativos: cuidado com a função
O pronome relativo não é apenas uma palavra de ligação. Ele retoma um antecedente e, dentro da oração subordinada, desempenha uma função sintática.

Aplicação

O livro que comprei é útil.

Antecedente: “livro”.
“que” retoma “livro”.
Na subordinada “que comprei”, quem comprou? Eu. Comprei o quê? “que” (= o livro).
Portanto, “que” exerce função de objeto direto dentro da subordinada.

COM “CUJO”

O autor cuja obra estudamos escreveu muitos comentários.

“cuja obra” estabelece relação de posse entre “autor” e “obra”.
“cujo/cuja” concorda com o termo possuído: “obra”, e não com o possuidor “autor”.
Esse detalhe é importante para a leitura e para a escrita formal.

COM “ONDE”

A cidade onde Jesus ensinava recebeu muitos visitantes.

“onde” retoma “cidade” e indica lugar.
A oração “onde Jesus ensinava” caracteriza “cidade”.
Classificação: subordinada adjetiva.

6. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As subordinadas adverbiais estabelecem uma circunstância ou relação de sentido com a oração principal. Em vez de perguntar apenas “qual é a função sintática?”, procure compreender a relação lógica entre os acontecimentos.

CAUSA

CONDIÇÃO

CONCESSÃO

Por que aconteceu?

Em que condição?

Apesar de quê?

porque, já que, visto que

se, caso, desde que

embora, ainda que, mesmo que

TEMPO

FINALIDADE

CONSEQUÊNCIA

Quando?

Para quê?

Com que resultado?

quando, enquanto, assim que

para que, a fim de que

tão... que, tanto... que

CONFORMIDADE

COMPARAÇÃO

PROPORÇÃO

De acordo com quê?

Em comparação com quê?

Em que proporção?

conforme, segundo, como

como, mais... que, menos... que

à medida que, à proporção que, quanto mais

6.1 Causal
Indica a causa ou a razão do fato apresentado na oração principal.

Aplicação

Não viajaram porque choveu torrencialmente.

“porque choveu torrencialmente” apresenta a causa da não viagem.
Pergunta: por que não viajaram? → porque choveu.
Classificação: subordinada adverbial causal.

MATEUS 5:3

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.

“porque deles é o Reino dos céus” introduz uma justificativa/razão associada à declaração anterior.
A conjunção “porque” pode introduzir uma oração subordinada adverbial causal ou, em determinados contextos, uma oração coordenada sindética explicativa. Neste versículo, o valor depende da relação estabelecida com a declaração anterior e do contexto. Para o aluno, o ponto central é: a palavra “porque” não decide sozinha a classificação.

6.2 Comparativa
Estabelece uma comparação entre o conteúdo da oração principal e outro elemento ou ação.

Aplicação

Ele agiu como um verdadeiro sábio agiria.

A oração compara o modo de agir dele com o modo de agir de um sábio.
Classificação: subordinada adverbial comparativa.

6.3 Concessiva
Apresenta um fato que poderia funcionar como obstáculo, mas não impede a realização do fato principal.

Aplicação

Venceu o debate, embora estivesse exausto.

Estar exausto poderia dificultar a vitória, mas a vitória ocorreu.
Ideia: apesar de estar exausto, venceu.
Classificação: subordinada adverbial concessiva.

ROMANOS 5:8

“Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Neste recorte, a expressão reduzida “sendo nós ainda pecadores” apresenta uma circunstância concessiva: Cristo morreu por nós apesar de ainda sermos pecadores. O exemplo mostra que uma relação concessiva também pode aparecer em uma oração reduzida. A análise de “em que Cristo morreu por nós” deve seguir a redação e a estrutura da tradução adotada; por isso, não a usamos aqui como modelo de classificação.

6.4 Condicional
Apresenta uma condição para que o fato da oração principal ocorra ou seja considerado válido.

Aplicação

Serão perdoados, se confessarem o erro.

“se confessarem o erro” apresenta a condição relacionada ao perdão.
Pergunta: em que condição? → se confessarem.
Classificação: subordinada adverbial condicional.

1 JOÃO 1:9

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

“Se confessarmos os nossos pecados” apresenta a condição expressa para a afirmação da oração principal.
Classificação: subordinada adverbial condicional.

6.5 Conformativa
Indica conformidade, acordo ou correspondência com aquilo que é apresentado na oração principal.

Aplicação

O processo ocorreu conforme determinava a lei.

A ação ocorreu de acordo com o que a lei determinava.
Classificação: subordinada adverbial conformativa.

6.6 Consecutiva
Indica a consequência ou o resultado produzido pela intensidade ou circunstância apresentada na oração principal. É comum aparecer em construções como “tão... que”, “tanto... que”, “tal... que”.

Aplicação

Falou com tanta firmeza que convenceu os juízes.

“com tanta firmeza” apresenta a intensidade; “que convenceu os juízes” apresenta o resultado.
Classificação: subordinada adverbial consecutiva.

6.7 Final
Indica finalidade, objetivo ou intenção.

Aplicação

Escreveram a ata a fim de que tudo ficasse registrado.

Pergunta: para quê escreveram a ata? → para que tudo ficasse registrado.
Classificação: subordinada adverbial final.

6.8 Proporcional
Expressa uma relação de proporção: à medida que um fato se intensifica ou progride, outro também se altera.

Aplicação

À medida que avançavam, o frio aumentava.

Há dois processos que evoluem paralelamente: avançar e aumentar o frio.
Classificação: subordinada adverbial proporcional.

6.9 Temporal
Indica o momento em que o fato da oração principal ocorre.

Aplicação

Todos silenciaram assim que o palestrante entrou.

“assim que o palestrante entrou” indica quando ocorreu o silêncio.
Classificação: subordinada adverbial temporal.

MATEUS 4:20

E eles, deixando logo as redes, o seguiram.

A forma reduzida “deixando logo as redes” expressa uma circunstância temporal associada à ação principal. Em uma construção desenvolvida, uma formulação mais próxima do sentido seria “assim que deixaram as redes”.
Observação: esse exemplo também permite introduzir, posteriormente, o estudo das orações reduzidas.

7. NÃO CONFUNDA AS CLASSIFICAÇÕES
Muitas dificuldades surgem porque uma mesma conjunção pode introduzir relações diferentes. A classificação depende do sentido produzido no contexto.

COMPARATIVA

CONFORMATIVA

CAUSAL

Ele age como um sábio agiria.

Faça como foi orientado.

Como estava cansado, saiu cedo.

comparação

conformidade

causa

Uso de “como”

SUBSTANTIVA

ADJETIVA

CONSECUTIVA

Espero que você venha.

O aluno que chegou estudou.

Falou tanto que todos ouviram.

conjunção integrante

pronome relativo

conjunção subordinativa consecutiva

Uso de “que”

PERGUNTA DECISIVA

A palavra introdutória ajuda, mas não decide sozinha. Primeiro identifique a relação da oração dentro do período; depois dê o nome à classificação.

8. ANÁLISE COMPLETA DE UM PERÍODO
Uma análise segura pode seguir cinco passos. Esse procedimento evita que o aluno tente decorar listas sem compreender a estrutura.

1. VERBOS

2. ORAÇÕES

3. RELAÇÃO

4. FUNÇÃO

5. CLASSIFICAÇÃO

Localize os verbos.

Separe as orações.

Veja a que termo a oração se liga.

Descubra o que ela exerce/exprime.

Dê o nome correto.

Método em 5 passos

MODELO

O professor afirmou que os alunos compreenderam a lição.

1. Núcleos verbais: “afirmou” / “compreenderam”.
2. Orações: “O professor afirmou” / “que os alunos compreenderam a lição”.
3. A segunda oração depende do verbo “afirmou”.
4. “Afirmou o quê?” → “isso”.
5. Classificação: oração subordinada substantiva objetiva direta.

MODELO — ADJETIVA

Os discípulos que ouviram a mensagem permaneceram atentos.

1. Núcleos verbais: “ouviram” / “permaneceram”.
2. A oração “que ouviram a mensagem” retoma “discípulos”.
3. Ela caracteriza/restringe o antecedente.
4. Não funciona como objeto do verbo “permaneceram”.
5. Como não está entre vírgulas e delimita o grupo, é adjetiva restritiva.

MODELO — ADVERBIAL

Quando chegou a hora, todos permaneceram em silêncio.

1. Núcleos verbais: “chegou” / “permaneceram”.
2. “Quando chegou a hora” estabelece relação com “permaneceram em silêncio”.
3. Pergunta: quando permaneceram em silêncio?
4. Resposta: quando chegou a hora.
5. Classificação: subordinada adverbial temporal.

9. ANÁLISE DE TEXTOS BÍBLICOS
A análise sintática não substitui a interpretação bíblica. Ela ajuda o leitor a perceber como as palavras estão organizadas e como as relações entre as orações contribuem para a progressão do texto. Em leitura exegética, isso pode ser útil para observar, com sobriedade, relações de causa, condição, finalidade, contraste e consequência expressas pelo próprio texto. A tradução utilizada pode alterar a estrutura sintática; por isso, a análise deve partir da redação concreta da versão adotada.
9.1 João 11:35 — período simples

TEXTO

“Jesus chorou.”

Há um único verbo: “chorou”.
Logo, temos uma única oração e um período simples.
Este exemplo serve de contraste: antes de procurar subordinação, conte as orações.

9.2 Gênesis 1:1 — estrutura simples

TEXTO

“No princípio criou Deus os céus e a terra.”

Verbo: “criou”.
Há uma única oração.
“Os céus e a terra” funciona como objeto direto de “criou”.
Não há oração subordinada neste período.

9.3 1 João 1:9 — condição

TEXTO

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

O verbo “confessarmos” aparece na oração iniciada por “se”.
“Se confessarmos os nossos pecados” estabelece a condição para a afirmação principal.
Classificação: subordinada adverbial condicional.
A sequência “para nos perdoar...” expressa finalidade em relação a “é fiel e justo”/à ação afirmada, conforme a análise sintática do período e da tradução.

10. QUADRO-MESTRE PARA REVISÃO

GRUPO

O QUE FAZ

COMO RECONHECER

Substantiva

Exerce função nominal

Teste: “isso/disso/nisso” + função sintática

Adjetiva

Caracteriza/explica/restringe um antecedente

Procure antecedente + pronome relativo

Adverbial

Indica circunstância/relação de sentido

Pergunte pela relação: quando? por quê? para quê? em que condição? etc.

Resumo das subordinadas
11. CHECKLIST DE ANÁLISE
Localizei todos os verbos e locuções verbais?
Separei corretamente as orações?
Identifiquei a oração principal?
A oração subordinada se liga a um verbo, a um nome, a um antecedente nominal ou ao conjunto da oração?
Se for substantiva, consigo substituí-la por “isso”, “disso” ou “nisso”?
Se for adjetiva, qual é o antecedente? A oração restringe ou apenas explica?
Se for adverbial, qual relação de sentido ela estabelece?
Estou classificando pelo sentido e pela função, e não apenas pela conjunção?
A pontuação interfere na interpretação?
A redação bíblica usada pertence a qual tradução?

PARA FIXAR

Substantiva = ocupa um lugar que poderia ser ocupado por um nome.
Adjetiva = caracteriza um nome anterior.
Adverbial = acrescenta uma circunstância ou relação de sentido.

Se você conseguir responder “o que essa oração faz aqui?”, a classificação fica muito mais segura.

12. RESUMO FINAL PARA EXPOSIÇÃO EM SALA

SUBSTANTIVA

ADJETIVA

ADVERBIAL

FUNÇÃO DE NOME

CARACTERIZA UM NOME

EXPRESSA CIRCUNSTÂNCIA/RELAÇÃO

subjetiva • objetiva direta • objetiva indireta • completiva nominal • predicativa • apositiva

restritiva • explicativa

causal • comparativa • concessiva • condicional • conformativa • consecutiva • final • proporcional • temporal

A lógica em uma única tela
Observação didática: os exemplos bíblicos desta apostila são usados para análise linguística. A análise sintática deve ser feita sobre a redação concreta da tradução adotada em sala, pois traduções diferentes podem apresentar estruturas diferentes.
13. CARTÃO DE MEMÓRIA — O QUE PERGUNTAR?

SE FOR SUBSTANTIVA

“Posso substituir a oração por ISSO/DISSO/NISSO?” Depois descubra a função: sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo ou aposto.

SE FOR ADJETIVA

“Qual nome essa oração caracteriza?” Depois observe: restringe o grupo ou apenas acrescenta uma explicação? Verifique o antecedente e o pronome relativo.

SE FOR ADVERBIAL

“Que relação de sentido existe com a oração principal?” Procure causa, comparação, concessão, condição, conformidade, consequência, finalidade, proporção ou tempo.

14. GUIA VISUAL DE CLASSIFICAÇÃO — MUITOS EXEMPLOS PARA FIXAÇÃO

PRIMEIRO PASSO: IDENTIFIQUE OS VERBOS E AS LOCUÇÕES VERBAIS

“Jesus chorou.” → 1 verbo → 1 oração → período simples.
“Jesus entrou e ensinou.” → dois núcleos verbais → duas orações → período composto.
“Quando Jesus entrou, todos se calaram.” → dois núcleos verbais → duas orações → período composto por subordinação.
Atenção: “havia chegado”, por exemplo, é uma locução verbal e constitui um único núcleo verbal de uma oração.

Substantivas: seis classificações lado a lado

Tipo

Pergunta

Frase

Como confirmar

Subjetiva

O que é necessário?

É necessário que todos estudem.

“Isso é necessário.”

Objetiva direta

O verbo pede o quê?

Espero que você venha.

“Espero isso.”

Objetiva indireta

O verbo pede o quê, com preposição?

Insisti em que ele viesse.

“Insisti nisso.”

Completiva nominal

O nome precisa de quê?

Tenho certeza de que ele virá.

“Tenho certeza disso.”

Predicativa

O que o sujeito é?

A verdade é que precisamos estudar.

“A verdade é isso.”

Apositiva

O que explica o termo anterior?

Tenho um desejo: que todos compreendam.

“um desejo: isso”.

Substantivas: sequência de exemplos graduais

Frase

Pergunta

Classificação

É possível que ele venha.

O que é possível?

Subjetiva

O professor percebeu que todos entenderam.

Percebeu o quê?

Objetiva direta

Ele se lembrou de que havia uma reunião.

Lembrou-se de quê?

Objetiva indireta

Havia esperança de que tudo mudasse.

Esperança de quê?

Completiva nominal

Nosso objetivo é que todos aprendam.

Nosso objetivo é o quê?

Predicativa

Só peço uma coisa: que leiam o texto.

Que coisa?

Apositiva

COMPARAÇÃO ESSENCIAL — VERBO × NOME

“O aluno afirmou que estudou.” → “que estudou” completa o verbo “afirmou” → objetiva direta.
“O aluno tinha certeza de que estudou.” → “de que estudou” completa o nome “certeza” → completiva nominal.
A diferença não está apenas em “que/de que”; está naquilo que a oração completa.

Adjetivas: restritiva × explicativa

Construção

Leitura

Classificação

Os alunos que estudaram foram aprovados.

Somente os alunos identificados pela oração.

Restritiva

Os alunos, que estudaram, foram aprovados.

A oração acrescenta informação sobre o grupo já identificado.

Explicativa

Os irmãos que chegaram participaram.

A oração delimita quais irmãos.

Restritiva

Os irmãos, que chegaram, participaram.

A oração é apresentada como informação adicional.

Explicativa

O livro que comprei é útil.

“que comprei” caracteriza “livro”.

Restritiva

O livro, que comprei ontem, é útil.

A oração apenas acrescenta uma informação.

Explicativa

Pronomes relativos: o que observar

Pronome

Ideia principal

Frase

Observação

que

retoma pessoa ou coisa

O livro que li é útil.

Pode exercer diferentes funções na subordinada.

quem

retoma pessoa

A pessoa a quem falei chegou.

Frequentemente aparece com preposição.

o qual / a qual

retoma e especifica o antecedente

A norma à qual obedecemos é clara.

A preposição pode aparecer antes.

cujo / cuja

relação de posse

O autor cuja obra estudamos escreveu muito.

Concorda com o termo possuído.

onde

lugar

A cidade onde nasceu é pequena.

Retoma antecedente com valor locativo.

COMO DESCOBRIR A FUNÇÃO DO PRONOME RELATIVO

“O livro que comprei...” → comprei o quê? → o livro → “que” é objeto direto.
“O aluno que estudou...” → quem estudou? → o aluno → “que” é sujeito.
A oração é adjetiva nos dois casos, mas a função do pronome relativo dentro da oração muda.

Adverbiais: nove relações de sentido

Tipo

Pergunta

Frase

Palavras frequentes

Causal

Por quê?

Saiu porque estava cansado.

porque, já que, visto que

Comparativa

Em comparação com quê?

Age como um sábio agiria.

como, mais... que, menos... que

Concessiva

Apesar de quê?

Embora cansado, continuou.

embora, ainda que, mesmo que

Condicional

Em que condição?

Se estudar, compreenderá.

se, caso, desde que

Conformativa

De acordo com quê?

Agiu conforme foi orientado.

conforme, segundo, como

Consecutiva

Com que resultado?

Falou tanto que todos ouviram.

tão... que, tanto... que

Final

Para quê?

Estudou para que pudesse compreender.

para que, a fim de que

Proporcional

Em que proporção?

Quanto mais lia, mais compreendia.

à medida que, quanto mais

Temporal

Quando?

Quando chegou, começou a aula.

quando, enquanto, assim que

Treino rápido: classifique pelo sentido

Período

Resposta

“Como estava doente, não saiu.”

Causal

“Faça como foi orientado.”

Conformativa

“Ele corre como um atleta.”

Comparativa

“Embora discordasse, ouviu.”

Concessiva

“Se houver tempo, estudaremos.”

Condicional

“Falou tão baixo que ninguém ouviu.”

Consecutiva

“Estudou para que pudesse ensinar.”

Final

“Enquanto lia, fazia anotações.”

Temporal

“À medida que avançava, compreendia melhor.”

Proporcional

ATENÇÃO ÀS PALAVRAS POLIVALENTES

“Como” pode ser causal, conformativo ou comparativo.
“Que” pode introduzir substantiva, adjetiva ou consecutiva.
“Quando” geralmente indica tempo, mas a análise deve considerar a construção inteira.
“Porque” pode introduzir causa ou, em determinados contextos, uma explicação ligada ao enunciado anterior.
Portanto: primeiro compreenda a relação; depois dê o nome.

15. MAIS EXEMPLOS PARA LEITURA E ANÁLISE

“Sabemos que Deus é fiel.”

“que Deus é fiel” completa o verbo “sabemos” → objetiva direta.

“É certo que a Palavra permanece.”

“que a Palavra permanece” exerce função de sujeito → subjetiva.

“Temos confiança de que Deus sustentará o seu povo.”

“de que Deus sustentará...” completa o nome “confiança” → completiva nominal.

“A esperança é que o povo permaneça fiel.”

A oração funciona como predicativo do sujeito “a esperança” → predicativa.

“Há uma certeza: que Deus não abandona os seus.”

A oração explica/especifica “uma certeza” → apositiva.

“Os que perseverarem permanecerão firmes.”

A oração iniciada por “que” caracteriza/restringe o grupo representado por “os” → adjetiva restritiva.

“A mensagem que ouvimos foi clara.”

“que ouvimos” caracteriza “mensagem” → adjetiva restritiva.

“Quando ouviram a notícia, permaneceram em silêncio.”

A oração indica o momento da ação principal → temporal.

“Embora houvesse oposição, continuaram o trabalho.”

A oração apresenta um obstáculo que não impede a ação principal → concessiva.

“Se permanecerem firmes, concluirão a tarefa.”

A oração apresenta a condição relacionada ao resultado → condicional.

“Trabalharam para que tudo fosse concluído.”

A oração indica o objetivo da ação → final.

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